25 de nov de 2010

Maierovtich: submergir para surpreender

O professor e jurista Walter Fanganiello Maierovitch publica excelente artigo sobre os ataques recentes no Rio de Janeiro.

[Clique aqui para ler como os ricos tratam a violência no Rio]

Para Maierovitch, os ataques das organizações criminosas no Rio - chamadas por ele de organizações pré-mafiosas - são uma reação às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), implantadas no governo Cabral, que se instalaram nas favelas.

[Clique aqui para ler o que o sociólogo Ignacio Cano acha da violência no Rio]

Segundo ele, a permanência das UPPs nas favelas está enfraquecendo financeiramente as organizações, obrigadas a se deslocarem para outros bairros da cidade.

Na luta com o Estado, o Estado dispõe de maiores recursos para combater os ataques. Com isso, eles tendem a "submergir", ou seja, fingirem de vencidos.

Mas, segundo Maierovitch, quando a situação estiver normalizada, eles voltam com novos ataques, para aterrorizar a população e permitir que essas políticas não sejam implementadas.

Confira o artigo completo, publicado no Terra Magazine, clicando aqui.

Em tempo:
Durante a campanha eleitoral deste ano, José Serra (PSDB) disse que "a droga que entra no Brasil vem da Bolívia", acusando o governo federal (lê-se: governo Lula) de negligenciar a questão das drogas e do tráfico.

Pois bem: no mesmo artigo, Maierovitch cita que após os ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) às delegacias e postos policiais de São Paulo em 2006, o governo paulista negociou o fim dos ataques com os traficantes. Ele chama de "acordo espúrio".

Em 2006, o PSDB estava a frente do governo de São Paulo.

O governador? Geraldo Alckmin.

Dúvidas? Clique aqui.



Eduardo Pessoa

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