26 de nov de 2010

Governo: Dilma 2 x 0 PIG

Saiu na Teletime:

Paulo Bernardo, atual ministro do Planejamento, deve ser o novo ministro das Comunicações do governo da presidente Dilma Rousseff. Segundo apurou este noticiário, Bernardo já trabalha para se inteirar dos temas da pasta e teria aceito o cargo dentro da perspectiva de que o Minicom será, no próximo governo, um ministério importante, responsável pelo Plano Nacional de Banda Larga, pela recuperação dos Correios (que voltarão a ter gestão técnica e não devem mais ser objeto de negociação política com a base do governo), Telebrás recuperada e operante, por fim, responsável pelas (complicadas) negociações para a Lei de Comunicação Eletrônica. Vale lembrar que Paulo Bernardo esteve à frente da intervenção nos Correios realizadas depois da saída da ex-ministra Erenice Guerra.

Segundo fontes de alto escalão do governo, Paulo Bernardo só não ficará com as Comunicações se tiver que ser escalado para uma função mais importante. Nesse caso, a Casa Civil, que estaria definida em favor de Antônio Palocci. Esta semana, Paulo Bernardo foi formalmente confirmado para compor o ministério de Dilma, mas não se informou qual seria a pasta. Casa Civil, Comunicações e Cidades estavam entre as possibilidades.

O Ministério das Comunicações deve ter seu papel de formulador de políticas na área de telecomunicações e radiodifusão recuperado, com secretarias fortes e atuantes em todos os setores. Deve ser criada, inclusive, uma secretaria de inclusão digital.

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Bernardo: baixa a bola, PIG!


Discreto, idôneo e competente: atributos mais que suficientes para Paulo Bernardo. Ministro do Planejamento no governo Lula, tem tudo para ser um bom ministro no governo Dilma. 

(O Palocci já está praticamente confirmado para a Casa Civil)

A escolha mostra que o poder de influência da Rede Globo está diminuindo drasticamente. O medo de perder o poder é tanto, que hoje, o jornal O Globo estampou em sua página: "no reino da lulosfera".

Acusam o presidente e os blogueiros que participaram ontem da entrevista no Palácio do Planalto de chapa-branca. E mais: chamaram a entrevista, que ocorreu conforme mostrado ontem aqui no blog de "suposta".

Pela primeira vez, o Ministério das Comunicações pode desempenhar um papel importante de criador de políticas públicas para as comunicações no Brasil. O ministério será responsável pela reestruturação dos Correios e pelo Plano Nacional de Banda Larga

[Clique aqui para ler o alarde da mídia quando foi anunciado o PNBL]

O tempo que a Globo andava de mãos dadas com os militares, escolhia ministros, controlava o Senado e ditava os rumos da política brasileira podem ter os dias contados.

Falar em censura contra a imprensa a essa altura do campeonato soa como exagero. Nunca os veículos da velha mídia tiveram tanta liberdade para bater, agredir e difamar sem serem questionados. Acusações levianas e sem argumentos são a tônica da velha mídia.

O governo do Rio de Janeiro vem obtendo êxito com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). As ondas de violência acontecem em consequência do enfraquecimento financeiro do tráfico.

[Clique aqui para ler a opinião de Rodrigo Pimentel, roteirista do Tropa de Elite, sobre as UPPs]

Pimentel achava desnecessária a operação do BOPE, onde atuou por mais de 20 anos. O BOPE invadia a favela e saía em seguida: não mudava nada.

Com as UPPs é diferente: elas entram na favela e lá ficam, levando conscientização e cidadania. Um modelo que apesar das falhas, está mostrando seus resultados. E incomodando os traficantes. 

Pelo jeito anda incomodando o PIG e toda a turma da "zona sul" do Rio de Janeiro, acostumado a ver a favela como "abrigo de vagabundo". 

[Clique aqui para ler como os ricos tratam a violência no Rio]

Quero ver quando incomodarem as milícias. Será que o Marcelo Itagiba, que chamou Paulo Henrique Amorim e foi citado na CPI das milícias, de autoria de Marcelo Freixo (PSOL-RJ) terá o mesmo fôlego para falar alto no plenário do Congresso?

Democratizar a mídia é sobretudo mostrar que atrás do pessimismo de alguns jornalistas, existem sim notícias boas que rendem manchetes. O Brasil merece mais do que nove famílias controlando a informação.

Eduardo Pessoa

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